
O tema que vou escrever é uma análise sobre a actual situação dos países do 3º mundo nomeadamente de África. Esse continente está hoje condenado a um circulo vicioso. O que falha então para o progresso começar a florescer? Recuemos ao passado, a descolonização foi uma euforia ingénua idealista na qual, os Africanos sentiam orgulho de ter o destino nas mãos.
Mas a África recém liberta não tinha mão de obra qualificada, empresários dinâmicos , estratégia politica, economias diversificadas e desenvolvidas. Temos que ser sinceros a maioria dos povos indígenas africanos encontravam-se num estágio ainda primitivo da sociedade , a civilização europeia encontrava-se num grau de desenvolvimento mais avançado e com outros graus de exigência.
Os antropólogos e sociólogos podem questionar a ética de se ter tentado com a colonização impor os valores europeus em vez de esperar que esses povos evoluíssem progressivamente e naturalmente. Sejam erros ao não tal pertence ao passado.
África revela a sua impreparação a nível de recursos políticos, humanos, sociais, económicos reclamou nos anos 60 o direito a existir e a comandar o seu destino. Porém quer queira ao não queira esta comunidade que comeu a maçã do pecado da ocidentalização exigem-lhe que tenha universidades, empresas, organização, tradição, história, desporto competitivo , bons níveis de vida, um sistema de saúde bom. Enfim uma sociedade de abundância de sucesso.
Não estaremos a exigir muito de uma criança de 10 anos ao pedir que faça o que faz um homem de 40 anos. A experiência não nasce, ela surge com o tempo. O continente negro pode ter todos os recursos naturais do mundo , mas não tem o valor que mais conta.
Aquela riqueza que permitiu que mesmo tendo a Alemanha sido destruída na 2º guerra mundial, esta conseguisse devido à sua cultura empresarial, organização, planeamento e recursos humanos reconstruir um novo país.
África sabe que é chacota , o exemplo do fracasso, as imagens da corrupção, fome, pobreza são balas que atiradas ao coração da auto-estima. Conseguiram o direito ao seu destino, recusaram ser como os povos indígenas americanos assimilados e devorados, tem agora que se confrontar agora na sua juventude, inexperiência com as metas do sucesso ocidentalizado, sabem que não há retorno, voltar á tribo e ao passado não é alternativa. Tem que ser ajudados mas como? Apesar de tudo são eles que tem pernas e terão que andar.
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O inevitável eterno problema (2)

Continuando o tema que iniciei no último post irei falar hoje mais sobre a situação actual africana. Com a descolonização e tendo esta ocorrido na época da guerra fria , esses países tornaram-se joguetes do contar de espingardas. O Ocidente não se importou que surgissem ditaduras de direita assim como a União Soviética nunca teve problemas de consciência com as ditaduras de esquerda socialista que plantou.
Muitos lideres da independência disseram que seria uma situação temporária, mas o nepotismo e a corrupção instalaram-se criaram-se maus hábitos iniciais fatais.
Depois faltam uma série de mecanismos que existem no Ocidente : Opinião Pública, classe média educado e com poder, respeito pelos sufrágios eleitorais.
Sendo territórios periféricos que devido á instabilidade política e económica não incentivam os investidores económicos e não tendo as forças locais dinamismo , experiência , tradição , cultura para mudar o rumo dos acontecimentos o futuro augura-se negro. África tem potencialidades de crescimento económico porque tudo falta para construir, poderia ser uma nova Ásia florescente, porém a instabilidade Politica, Social e as próprias dúvidas sobre a capacidade de trabalho ser tão estóica, disciplinada como a asiática.
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A solução ? (3)

Quais serão então as soluções que proponho para tentar mudar a situação?
Proponho um projecto a C.B.D. (confederação de bolsas de desenvolvimento).
Este projecto tenta através do capitalismo globalizado criar um novo paradigma e uma nova esperança de futuro em África, passo adiante então a explicação.
Inicialmente será um projecto-piloto dirigido a alguns estados africanos que tenham as condições ideias para se tornarem exemplos paradigmáticos e motivadores para outros estados que na senda do sucesso desejarão aderir posteriormente.
Para aderirem à C.B.D. os estados tem que ter um conjunto de parâmetros mínimos (democracia estabilizada, liberdade de imprensa, respeito mínimo direitos humanos, estabilidade governativa…)
Supondo que um desses países pilotos onde se realizaria a C.B.D, seria Cabo-Verde, passo então a explicar funcionamento do sistema.
É um projecto gerido autonomamente pelo Fundo Monetário Internacional e OCDE tendo a colaboração de várias instituições especializadas das nações unidas. Resulta de um contrato assinado com o Governo do estado e terá a duração de 30 a 40 anos.
Nesse contrato é instituído uma confederação de bolsas de desenvolvimento económico que terá como presidente um gestor com inegável prestígio internacional. O gestor e a sua equipa terão alguns poderes económicos resultados da transferência de soberania assinados no contrato fundador.
Existirá um banco de prestígio internacional que se associa como patrocinador confederal e que gere os diversos produtos financeiros que são lançados. Existirão outros bancos que chefiam as bolsas estaduais de desenvolvimento, bancos de dimensão média que podem ser nacionais do país acolhedor ao não.
O objectivo é captar capitais, know-how e criar progresso económico mas tendo em conta alianças estratégicas e visão de médio e longo prazo. Faz-se então uma aposta de captação de empresas de pequena e média dimensão que tem a possibilidade de se internacionalizaram e desenvolverem com inúmeras vantagens (redução de impostos, concorrência limitada). Existirá um intercâmbio de formação de quadros e experiência. Há uma aposta firme e consolidada na formação de quadros superiores tendo os governos que apostar largas verbas na criação de escolas superiores e especialmente escolas de gestão económica que farão estágios durante e após o curso nas novas empresas criadas, inscritas nas bolsas de desenvolvimento.
Passo a dar alguns exemplos, situo-os em Cabo Verde mas são exemplos genéricos relacionados com vários países.
Agricultores experientes da produção de Cacau do Zimbábue resolvem aderir à bolsa provincial nº4 que é composta pela ilha do Mindelo e S. Vicente; a C.B.D é composta por 5 bolsas no caso de Cabo Verde, mas noutros países podia ter menos ao mais.
São-lhe alugadas terras por um período de tempo de 10 aos 15 anos com isenção de impostos ao por quantias reduzidas.
Os empregados serão alunos finalistas da escola de gestão agrícola os quais formam múltiplas empresas que trabalharão em várias quintas. Os Agricultores do Zimbábue recebem conforme acordado terras que serão mesmo deles e não alugadas como aquelas em que trabalham, ao longo do contrato recebem essas contrapartidas mas também a sua prestação é avaliada podendo haver quebra no caso de não cumprimento de regras, sendo que o processo tem a credibilidade de instâncias internacionais. Podem se desejar depois concorrer a outras C.B.D. noutros países tendo obviamente preferência devido à experiência adquirida ao inclusivamente actuar em diversos países.
Uma média empresa têxtil Portuguesa instala-se na bolsa provincial nº4, terreno, fundos internacionais e nacionais são-lhe oferecidos, assim como baixos impostos. Tem um protocolo com a escola de gestão e a escola de formação profissional, trabalha com várias empresas criadas com alunos finalistas que no prazo do contrato funcionam como subordinados. No território da zona da bolsa tem o monopólio de fabricação juntamente com mais 3 empresas têxteis. Tem óptimas oportunidades para expandir áreas de negócio devido ás condições de investimento sendo que serão avaliados pela equipa de controlo de qualidade da confederação que pode inclusive propor a desclassificação se existir quebra no contrato, ao má gestão propositada ao incúria. A empresa pode receber contrapartidas terminado o contrato ao ficando com uma ao mais fábricas das que criou ao bónus especiais que lhe permitirão ir para outra C.B.D com condições altamente favoráveis.
Uma empresa de relojoaria Suíça resolve instalar-se na bolsa provincial nº2, recebe as contrapartidas que tem direito, associa-se com a escola de gestão e a escola de formação profissional. Resolve além da fábrica que necessita de ter uma rede de lojas de comércio para ser viável tem que existir em várias bolsas. Pretende então criar um grupo com alguma dimensão, cria uma marca que será sua mesmo terminado um aluguer, no entanto é obrigado a criar uma sub-marca que será aproveitada pela equipa de estagiários ao empresários cabo-verdianos que vierem a adquirir a empresa. Haverá uma posterior divisão das lojas ao o capitalista investidor receberá uma indemnização em dinheiro.
Na base disto existe um plano estratégico de médio e longo prazo, numa aposta de desenvolvimento económico. Plano em Infra-estruturas, serviços públicos, áreas económicas específicas plano esse elaborado em parceria com a C.B.D e o Governo Nacional. Será um projecto com credibilidade e creditado por alguns dos melhores analistas de bancos internacionais.
A aposta em transformar países desenvolvidos em países emergentes é algo que interessa a todos, pois serão países que ganham poder de compra e tem taxas de crescimento económico iniciais fantásticas.
Existirá a colaboração com ONG e à medida que são lançadas mais C.B.D é feita sempre uma revisão crítica e procura-se melhorar o projecto.
O essencial para que este plano funcione é que as primeiras experiências sejam um sucesso, deste modo cria-se um paradigma de sucesso que todos querem repetir e surge um clima de esperança. Cada caso é um caso e haverá especificações para cada país, inclusive a hipótese de pacificar países em guerra civil com tropas internacionais, ao iniciar as bolsas em zonas que estejam já pacificadas.
Falei algumas características gerais deste plano no entanto muito mais haveria para dizer, penso que é uma ideia sobre uma forma de reabilitação económica destes países que tem, porque isso eu acredito num grande potencial futuro que há-de chegar.
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