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O avô está cheio de calor, em pleno mês de Agosto, usa o livro que traz na mão como um leque o qual abana energicamente. Se fosse mais novo estaria sentado como o neto na relva, mas as articulações já não ajudam de modo que está sentado no banco de madeira.
O neto olha de costas para o patriarca e pergunta candidamente.
-Avô o que é a amizade?
-O dicionário diz-nos que é um substantivo feminino e pode ser afeição; amor; boas relações;
laço cordial entre duas ou mais entidades; dedicação; benevolência.
-Os seres humanos precisam de amigos para não se sentirem sós. Não é avô?
-Sim. O Homem é um animal social, precisa de protagonistas privilegiados com os quais partilha informação, estabelece laços de cordialidade e afectividade. No fundo cria o seu grupo de parceiros que cooperam e interagem de forma mais activa.
-Nem todos os amigos tem o mesmo grau de importância, existe uma hierarquia não é?
-Sim existem os amigos íntimos onde há uma relação especial e os conhecidos de origem diversa. Muita gente diz ter muitos amigos, por vezes corre no risco de englobar por excesso meros conhecidos que estabelecem apenas relacionamentos superficiais.
Depois existem supostos amigos íntimos onde apesar de existir um forte contacto diário e mesmo partilha de sentimentos e afecto. Sente-se que a relação está em decadência e vive apenas de obrigações do passado ou conjuntura.
Enfim é um mundo complexo.
-Sinto que quando as pessoas crescem, tornam-se mais desconfiadas e tem menos amigos. Noto isso na minha família e em vários casos de conhecidos.
-As pessoas quando crescem tornam-se mais exigentes, estão por vezes queimadas de experiências anteriores. Tendem a isolar-se mais, não confiam tanto nos outros. Sofrem mais com o isolamento.
-Sim vejo isso com o meu irmão Raul , zangou-se com o melhor amigo dele, porque ele andava a trocar emails com a namorada dele e desconfiou logo que havia marosca.
O meu amigo "Rilas" fez uma coisa muito pior e eu perdoei-lhe. Roubou-me a minha colega de dança a "Lita" no baile de música pimba da junta de freguesia. Claro que teve de pagar-me com cinco berlindes para eu esquecer o assunto.
-Neto tens apenas nove anos, deves perceber que és uma árvore jovem, ainda faltam muitos anos de vida para ganhares experiência e compreenderes melhor a tua existência. Quando somos potros, só queremos cavalgar na padraria até ao por do sol. Temos uma família que nos protege as costas. Todo o mundo é enorme e aprendemos tanto em tão pouco tempo, nada nos parece definitivo. Tu vais a um parque brincar, metes conversa com o primeiro miúdo que encontras, brincam de forma descomprometida, começam a gozar com o jardineiro, ele apanha o teu colega, denuncia-te, zangam-se os dois, fazem as pazes e voltam a zangar-se novamente meses depois. Ninguém pode ser um grande amigo em minutos, as relações de fraternidade entre adultos necessitam de profundidade, tempo, paciência, confiança.
Com a idade ficamos mais exigentes, queremos evitar erros do passado. Temos uma atitude mais defensiva. Esperamos mais dos outros, somos também mais críticos, na nossa condição humana inevitavelmente surgirão falhas e lapsos. Depois é a concha, amizade demasiadamente exposta à luz diária da rotina e do convívio ao fim de algum tempo começa a mostrar as primeiras rachas: inveja, mesquinhez, critica indirecta, desculpas ...
Existem também aqueles que preferem a penumbra e apesar dos bons tratos de sociabilidade e do sorriso sempre amável, tudo não passa de superficialidade e onde falta uma construção sólida.
-Será por isso que as mulheres são mais exigentes com as amigas, frequentemente tem mais desilusões com a amizade devido aos critérios mais apertados e por esperarem um maior retorno?
-Boa análise! Mas não que te esqueças que a amizade depende muito da proximidade, se alguém vai para outro país, ás vezes até vai morar para outra rua e perde os laços de contacto, inevitavelmente é o fim.
Claro que existem os modernos meios de comunicação como antigamente existiam as velhas cartas de papel, é possível manter uma amizade sólida apesar da distância. Sem interacção o mesmo rosto que conhecíamos, a tonalidade da voz , os sentimentos irmanados tornam-se distantes. Se o que era quente passou a gelo algum culpado existiu para isso acontecer, então escolhe-se a fuga como opção.
Quantos amigos ou supostos amigos coleccionamos ao longo da nossa vida escolar?
-Lembrei-me agora do caso do Joaquim Vertillo, grande amigo da secundária do meu pai. Nunca perderam o contacto apesar de morarem longe. Frequentemente trocavam contactos, encontravam-se em jantares, combinavam projectos comuns.
Nos últimos tempos o Joaquim parece arranjar mais desculpas para se encontrarem. O meu pai diz que ele tem vergonha, como não casou e formou família sente-se inferiorizado com a comparação do mundo do meu pai. O próprio emprego dele é lamentável, não chegou a terminar o curso e nunca teve sorte na carreira profissional.
Consta que ele já teve problemas com o álcool que usa como escape para tentar minimizar as agruras da vida, nunca o confessou ao meu pai mas ele acabou sabendo por terceiros e ficou magoado.
Joaquim engorda a olhos vistos sempre que combinam um novo encontro, as rugas crescem a níveis assombrosos, a calvície aumenta, o catarro do tabaco asfixia a voz dele. Nos encontros surge com uma alegria fingida que no meio da conversa desagua em momentos de pausa profundos onde fecha frequentemente os olhos.
Os encontros são cada vez mais raros. O meu pai sente-se "atado" recorda os momentos do passado com nostalgia. Há dois anos que não se encontram e o primeiro passo começa a ser adiado, presumo ser o principio do fim.
-O problema imenso quando envelhecemos, ficamos mais complexos e até certo ponto mais sensíveis, encobertos numa imensa vergonha. Essa imensa perturbação moral produzida pelo receio do ridículo, da desonra, falhanço, risota, desgraça...
Isolados não somos nada. Enchemo-nos de nós mesmos com medo que nos vejam. Um adulto não é uma promessa juvenil ou concretiza ao falha.
O problema é acreditarmos que no nosso buraco escuro ninguém nos vê. Claro que se tivermos num ringue iluminado com holofotes onde cercados nos pisam e esmurram seja com indiferença, ódio ao falsa amizade também não nos sentimos bem. Perdem-nos o respeito pouco a pouco sentimos que estamos a deixar de ser pessoas.
No nosso buraco isolado talvez os outros nos idealizem, afinal no escuro e no silêncio tudo é possível. Com luz e bem ampliados todos temos defeito, ao longe e afastados ninguém consegue ver direito.
Com a idade ficamos mais exigentes, queremos evitar erros do passado. Temos uma atitude mais defensiva. Esperamos mais dos outros, somos também mais críticos, na nossa condição humana inevitavelmente surgirão falhas e lapsos. Depois é a concha, amizade demasiadamente exposta à luz diária da rotina e do convívio ao fim de algum tempo começa a mostrar as primeiras rachas: inveja, mesquinhez, critica indirecta, desculpas ...
Existem também aqueles que preferem a penumbra e apesar dos bons tratos de sociabilidade e do sorriso sempre amável, tudo não passa de superficialidade e onde falta uma construção sólida.
-Será por isso que as mulheres são mais exigentes com as amigas, frequentemente tem mais desilusões com a amizade devido aos critérios mais apertados e por esperarem um maior retorno?
-Boa análise! Mas não que te esqueças que a amizade depende muito da proximidade, se alguém vai para outro país, ás vezes até vai morar para outra rua e perde os laços de contacto, inevitavelmente é o fim.
Claro que existem os modernos meios de comunicação como antigamente existiam as velhas cartas de papel, é possível manter uma amizade sólida apesar da distância. Sem interacção o mesmo rosto que conhecíamos, a tonalidade da voz , os sentimentos irmanados tornam-se distantes. Se o que era quente passou a gelo algum culpado existiu para isso acontecer, então escolhe-se a fuga como opção.
Quantos amigos ou supostos amigos coleccionamos ao longo da nossa vida escolar?
-Lembrei-me agora do caso do Joaquim Vertillo, grande amigo da secundária do meu pai. Nunca perderam o contacto apesar de morarem longe. Frequentemente trocavam contactos, encontravam-se em jantares, combinavam projectos comuns.
Nos últimos tempos o Joaquim parece arranjar mais desculpas para se encontrarem. O meu pai diz que ele tem vergonha, como não casou e formou família sente-se inferiorizado com a comparação do mundo do meu pai. O próprio emprego dele é lamentável, não chegou a terminar o curso e nunca teve sorte na carreira profissional.
Consta que ele já teve problemas com o álcool que usa como escape para tentar minimizar as agruras da vida, nunca o confessou ao meu pai mas ele acabou sabendo por terceiros e ficou magoado.
Joaquim engorda a olhos vistos sempre que combinam um novo encontro, as rugas crescem a níveis assombrosos, a calvície aumenta, o catarro do tabaco asfixia a voz dele. Nos encontros surge com uma alegria fingida que no meio da conversa desagua em momentos de pausa profundos onde fecha frequentemente os olhos.
Os encontros são cada vez mais raros. O meu pai sente-se "atado" recorda os momentos do passado com nostalgia. Há dois anos que não se encontram e o primeiro passo começa a ser adiado, presumo ser o principio do fim.
-O problema imenso quando envelhecemos, ficamos mais complexos e até certo ponto mais sensíveis, encobertos numa imensa vergonha. Essa imensa perturbação moral produzida pelo receio do ridículo, da desonra, falhanço, risota, desgraça...
Isolados não somos nada. Enchemo-nos de nós mesmos com medo que nos vejam. Um adulto não é uma promessa juvenil ou concretiza ao falha.
O problema é acreditarmos que no nosso buraco escuro ninguém nos vê. Claro que se tivermos num ringue iluminado com holofotes onde cercados nos pisam e esmurram seja com indiferença, ódio ao falsa amizade também não nos sentimos bem. Perdem-nos o respeito pouco a pouco sentimos que estamos a deixar de ser pessoas.
No nosso buraco isolado talvez os outros nos idealizem, afinal no escuro e no silêncio tudo é possível. Com luz e bem ampliados todos temos defeito, ao longe e afastados ninguém consegue ver direito.
-Mas o meu pai podia ajuda-lo, porque não pede ele ajuda? Porque deixa ele morrer a amizade assim?
-Sabes acho que parte da culpa é do teu pai. Nos encontros ele adora contar os pormenores da vida de sucesso dele, por vezes está mais interessado nos seus monólogos do quem em reparar nos amigos. Um pouco mais de espírito solidário, bom senso fazia-lhe bem.
Penso que o Joaquim gostaria de falar mais dos seus problemas, desabafar mas os adultos são assim fecham-se nas suas torres de marfim. A moral, a sociedade, a responsabilidade, os preconceitos fecham-nos em armaduras e perdemos uma certa espontaneidade infantil.
Ao perdermos a oportunidade de falar sobre determinados assuntos por acharmos que não vale a pena, partimos de pressupostos muito errados. Diabo! A vida é demasiado complicada para termos a ilusão que só porque andamos já cá há uns anos, já aprendemos tudo.
-Pensava que as crianças é que eram infantis e inexperientes.
-E são. O Joaquim fecha-se cada vez mais no seu orgulho. isso acaba por ser um exagerado conceito que alguém faz de si próprio; sentimento elevado da sua dignidade pessoal. Ele sente que não deve falar dos seus problemas.
- Mas o meu pai conseguía ajuda-lo. Quando partilhamos os nossos problemas eles ficam mais leves.
-Eu sou o teu avô, o pai do teu pai. Conheço o exemplo que falaste e digo-te isto; nem um nem outro cultivaram uma amizade tão forte e baseada em alicerces sólidos para que quando surgissem problemas deste género conseguíssem resolve-los.
Companheirismo exige preocupação pelo outro, entreajuda. Julgamos muitas vezes termos amizades sólidas mas uma pequena e frágil cabana pode resistir muito tempo se as condições envolventes não forem desfavoráveis mesmo que pareça firme noutro ambiente os resultados seriam outros.
-Claro avô! Convém que a amizade esteja bem defendida por ideais altruístas. No fim o que conta são os resultados. Se já formos uma pessoa idosa em fim de vida e reunidos com velhos amigos, repararmos que alguns deles foram compinchas ligeiros, até mesmo desleixados mas que por circunstancias da vida, distância ou ausência de desafios problemáticos acabaram por ser leais e cumpriram a sua missão, a amizade acabou por sobreviver e isso já valeu a pena.
-Sim é o xadrez do acaso da vida, os decalques aleatórios. Um grande campeão sem desafios à altura nunca conseguirá provar o seu valor. Muitos pequenos pardais dão voltas ao mundo porque nunca encontraram um falcão que os devorasse.
-Vou falar-te de outro caso avô. O meu primo Filipe aborreceu-se recentemente com um dos seus melhores amigos. Alberto é esse o seu nome, andava a roubar coisas ao meu primo.
-Que género de coisas?
-Inicialmente desapareciam objectos pequenos, depois eram brinquedos antigos, cadernetas de cromos, bolas de futebol.
-A inveja entre amigos é um fenómeno frequente. Por vezes é um misto de pena e de raiva; sentimento de desgosto pela prosperidade ou alegria de outrem; desejo de possuir aquilo que os outros possuem; ciúme.
Este caso nem é muito diferente do anterior.
Se compartilhamos muito tempo da nossa vida com amigos e não temos determinadas coisas por vezes podem surgir estes sentimentos. É a natureza humana. Estando mais perto vemos melhor e podemos não gostar do que vemos porque também não temos o que queríamos ter.
-Dito assim parece que manter uma amizade ao longo da vida pode ser uma tarefa espinhosa. A natureza humana encarregar-se-á de criar rachas e falhas na estrutura ao longo do tempo e pode bastar um abalo para tudo ir abaixo.
-Todas as boas condutas conseguem manter um bom rumo. Se fores leal, justo, empático, fraterno, respeitador; mesmo sabendo que existirão inevitáveis falhas e desvios tu chegas a bom porto.
A amizade é uma das mais comuns relações interpessoais que a maioria dos seres humanos tem na vida. O mundo pode ser um local desolador de uma imensa solidão. Mesmo sendo uma banalidade digo-te: Sem amigos tu não és nada. Para cresceres e seres educado como um ser humano normal precisas da sociedade ela é uma muleta do teu desenvolvimento e por algum motivo se diz que o Homem é um animal social.
Se partilharmos o nosso mundo com o deles criamos um mundo nosso, essa sensação de grupo, colectivo; é fundamental para a realização de uma humanidade saudável e completa.
-Hum... Queres ir para o lago?
-Vamos já estava cansado de estar sentado.
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-Sabes acho que parte da culpa é do teu pai. Nos encontros ele adora contar os pormenores da vida de sucesso dele, por vezes está mais interessado nos seus monólogos do quem em reparar nos amigos. Um pouco mais de espírito solidário, bom senso fazia-lhe bem.
Penso que o Joaquim gostaria de falar mais dos seus problemas, desabafar mas os adultos são assim fecham-se nas suas torres de marfim. A moral, a sociedade, a responsabilidade, os preconceitos fecham-nos em armaduras e perdemos uma certa espontaneidade infantil.
Ao perdermos a oportunidade de falar sobre determinados assuntos por acharmos que não vale a pena, partimos de pressupostos muito errados. Diabo! A vida é demasiado complicada para termos a ilusão que só porque andamos já cá há uns anos, já aprendemos tudo.
-Pensava que as crianças é que eram infantis e inexperientes.
-E são. O Joaquim fecha-se cada vez mais no seu orgulho. isso acaba por ser um exagerado conceito que alguém faz de si próprio; sentimento elevado da sua dignidade pessoal. Ele sente que não deve falar dos seus problemas.
- Mas o meu pai conseguía ajuda-lo. Quando partilhamos os nossos problemas eles ficam mais leves.
-Eu sou o teu avô, o pai do teu pai. Conheço o exemplo que falaste e digo-te isto; nem um nem outro cultivaram uma amizade tão forte e baseada em alicerces sólidos para que quando surgissem problemas deste género conseguíssem resolve-los.
Companheirismo exige preocupação pelo outro, entreajuda. Julgamos muitas vezes termos amizades sólidas mas uma pequena e frágil cabana pode resistir muito tempo se as condições envolventes não forem desfavoráveis mesmo que pareça firme noutro ambiente os resultados seriam outros.
-Claro avô! Convém que a amizade esteja bem defendida por ideais altruístas. No fim o que conta são os resultados. Se já formos uma pessoa idosa em fim de vida e reunidos com velhos amigos, repararmos que alguns deles foram compinchas ligeiros, até mesmo desleixados mas que por circunstancias da vida, distância ou ausência de desafios problemáticos acabaram por ser leais e cumpriram a sua missão, a amizade acabou por sobreviver e isso já valeu a pena.
-Sim é o xadrez do acaso da vida, os decalques aleatórios. Um grande campeão sem desafios à altura nunca conseguirá provar o seu valor. Muitos pequenos pardais dão voltas ao mundo porque nunca encontraram um falcão que os devorasse.
-Vou falar-te de outro caso avô. O meu primo Filipe aborreceu-se recentemente com um dos seus melhores amigos. Alberto é esse o seu nome, andava a roubar coisas ao meu primo.
-Que género de coisas?
-Inicialmente desapareciam objectos pequenos, depois eram brinquedos antigos, cadernetas de cromos, bolas de futebol.
-A inveja entre amigos é um fenómeno frequente. Por vezes é um misto de pena e de raiva; sentimento de desgosto pela prosperidade ou alegria de outrem; desejo de possuir aquilo que os outros possuem; ciúme.
Este caso nem é muito diferente do anterior.
Se compartilhamos muito tempo da nossa vida com amigos e não temos determinadas coisas por vezes podem surgir estes sentimentos. É a natureza humana. Estando mais perto vemos melhor e podemos não gostar do que vemos porque também não temos o que queríamos ter.
-Dito assim parece que manter uma amizade ao longo da vida pode ser uma tarefa espinhosa. A natureza humana encarregar-se-á de criar rachas e falhas na estrutura ao longo do tempo e pode bastar um abalo para tudo ir abaixo.
-Todas as boas condutas conseguem manter um bom rumo. Se fores leal, justo, empático, fraterno, respeitador; mesmo sabendo que existirão inevitáveis falhas e desvios tu chegas a bom porto.
A amizade é uma das mais comuns relações interpessoais que a maioria dos seres humanos tem na vida. O mundo pode ser um local desolador de uma imensa solidão. Mesmo sendo uma banalidade digo-te: Sem amigos tu não és nada. Para cresceres e seres educado como um ser humano normal precisas da sociedade ela é uma muleta do teu desenvolvimento e por algum motivo se diz que o Homem é um animal social.
Se partilharmos o nosso mundo com o deles criamos um mundo nosso, essa sensação de grupo, colectivo; é fundamental para a realização de uma humanidade saudável e completa.
-Hum... Queres ir para o lago?
-Vamos já estava cansado de estar sentado.
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