segunda-feira, outubro 20, 2008

Gang dos salteadores breviários


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Tudo começou naquele dia, tudo foi urdido naquele jantar. Após várias resoluções concluiu-se que iria nascer o grupo criminoso "Gang dos salteadores breviários", o objectivo de tal entidade seria semear o crime ortográfico, terror literário, extorsão plagiadora, tudo actividades criminosas que iriam abalar o país. Corresse tudo bem e o grupo alcançaria o sucesso, vivendo à custa dos direitos de autor dos imensos sucessos comerciais acumulados, nesse momento iriam reformar-se e teriam uma vida de luxo no Brasil.

Dentro do Gang foram criados vários grupos e cada um especializava-se numa actividade gramatical criminosa.

D'Vil era o responsável dos ataques a metáforas gasolineiras, levando ao pânico generalizado e alarme social.

mArs obtia sucessos fulgurantes com o "carjacking" substantivo, não poupando nada nem ninguém.

Diangelo era rápido e eficaz a assaltar ourivesarias que exibiam adjectivos valiosos de cronistas de artigos de opinião publicados em jornais a peso de ouro.

Sassita e malagueta entrava de rompante com hipérboles demonstrativas em agências bancárias de escritores de literatura light e limpava os cofres sem remorsos.

Punchdrunk-LoveSick e Gertrudes especializaram-se em sequestros de pronomes a grandes vultos literários para depois tentarem extorquir grandes somas de dinheiro às respectivas famílias.

Sérgio Santos aprecia especialmente piratear carrinhas de valor a advérbios sinistros que tragam grandes quantidades de dinheiro sujo alcançado através da literatura comercial dos grandes best sellers.

Homemcao está sediado no Brasil possui fortes contactos com o mundo local do crime , a sua especialidade é a lavagem de dinheiro sujo onde partindo de poesia pornográfica dispersa da revista Maria consegue transforma-la em prosa literária respeitável candidata a prémios prestigiosos.

John dedica-se ao cyber-crime e adora entrar e roubar via Internet as contas bancárias da terceira pessoa do plural do Pretérito Passado de inocentes papalvos que praticam poesia lírica ao estilo renascentista.

Keimmado pratica chantagem emocional usando locuções conjuncionais coordenativas a figuras poderosas ligadas ao mundo do livro (editores, patrocinadores, livrarias...) e obtém lucros milionários com esse processo de extorsão.

A imprensa entrou em alvoroço! O governo estava em pânico! A sociedade agitava-se!
Era necessário tomar medidas urgentes contra este bando de criminosos!

A policia judiciária entrou em acção, sendo nomeada uma equipa de grande valor que iniciou uma caçada sem tréguas.

O primeiro a ser apanhado foi o Sérgio Santos porque era o único que usava o nome próprio não possuindo uma identidade secreta. Apesar de ter sido intensamente torturado manteve os seus princípios e nunca traiu os seus colegas. Acabou por falecer após um braço ter sido amputado devido a uma má costura num dos horrorosos processos de tortura a que foi sujeito onde resistiu de forma muito heróica e digna, mesmo nos pavorosos gritos de dor denotou-se uma imensa nobreza de carácter e dignidade.

D'Vil, mArs, Diangelo, Sassita e malagueta, Punchdrunk-lovesick, John, Gertrudes, keimmado foram apanhados porque tendo apanhado uma fulgorosa bebedeira num bar, começaram a gabar em voz alta as suas proezas de forma irresponsável o que levou a que uma personalidade mistério tivesse feito um telefonema fatal que alertou as autoridades. Após serem levados para interrogatório e o tribunal ter autorizado que as habitações dos suspeitos pudessem ser revistadas foram encontradas tal número de provas que era quase impossível não serem condenados em tribunal.

Homemcao vai ser extraditado do Brasil para Portugal, as autoridades brasileiras cooperaram e não levantaram entraves.

As contas bancárias ficaram congeladas, infelizmente um grupo de policias, políticos e entidades administrativas superiores roubaram 70% do saque do gang para proveito próprio visto ladrões que roubam ladrões terem cem anos de perdão. As autoridades brasileiras também reclamaram parte do seu quinhão o que ia originando uma pequena guerra diplomática apesar de tudo ao fim de alguma discussão as partilhas acabaram por ser consensuais.

Todos aguardam julgamento, não conseguiram arranjar um bom advogado que modo que estavam convencidos que iam ter um advogado oficioso. Felizmente apareceu o José Maria Martins ilustre advogado que defende o famoso pedófilo Bibi e chegou inclusivamente a ser sondado para defender Saddam Hussein no Tribunal Penal Internacional. De forma directa e decidida esclareceu e tranquilizou as hostes "A vossa sorte é Portugal não ter pena de morte.", sem dúvida sábias palavras.

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Diário universitário




11 de Março de 1999


De manhã não estudei nada, dormi até mais tarde mas ainda deu para escutar a cassete que o meu primo gravou do novo álbum dos Saint Germain.

No metro a caminho da estação de Cais de Sodré apanhei um pedinte que estava a cortar as unhas com um corta-unhas na carruagem, uma senhora de idade apanha com alguns fragmentos por cima do cabelo e queixa-se revoltada. Começam a discutir, os seguranças intervém e a disputa apimentada dilui-se numa cacofonia histriónica e incomodativa.

Na faculdade, pergunto na recepção se o meu cartão de estudante já está disponível. O director Ferro furioso por eu ter colocado a minha pasta em cima do balcão afasta-a colocando a sua no lugar onde anteriormente estava a minha. Fá-lo de forma lenta e incisiva soltando um urfo contido e sempre de olhos fechados. A minha pasta A4 preta de cartão fica na borda do balcão à esquerda, não manifesto reacção e mantenho-me afastado.

Vou comentar o caso com os meus colegas que como de costume estão a jogar matraquilhos no centro da sala de estar, perto da associação. O Hugo e a Sofia estão muito compenetrados no jogo basicamente nem ligam ao que eu estou a falar. O João e o Nuno parodiam a situação e avisam que futuramente poderei sofrer represálias, a contratação de guarda-costas poderá ser uma resolução interessante, visto a minha integridade física estar em perigo. A poderosa influência de António Ferro resultante dos seus contactos e reminiscências de ser neto do outrora poderoso líder do Secretariado de Propaganda Nacional de Salazar e também figura de proa da cultura portuguesa.

A Amélia aparece e agradece-me eu ter posado como modelo. Foi fundamental ter posado com uma rosa em punho, a graciosa fotogenia da parte terminal do meu membro superior foi fundamental para a concretização de uma bela foto que seria usada na capa de uma publicação sobre o Partido Socialista da secção da Figueira da Foz. Mostra-me o livro já impresso, parece-me muito massudo, acho a paginação um bocado monótona diria que foi tudo feito a partir do Word.

Bem ao fundo lá está o Paulo sentado ao pé das mesas de sala de estar encostadas às janelas exteriores, a beber o seu cafézinho. Ainda está meio ensonado a cafeína ainda não entrou no organismo. Espirituoso comenta a ultima aula de história de arte e o seu desgosto a respeito do Crouchet de mexericos que esta foi, virtude da esgrouviada doutora a quem foi atribuída a missão de nos educar.

Eis que chega a Guida acabou de vir do Algarve e nem sequer teve tempo de ir ainda a casa. Senta-se ao pé de nós e comenta as peripécias da viagem. Mostra-nos qual o novo livro de Almada Negreiros que anda agora a ler. Ela é informada que foi coagida na sua ausência a unir forças com os "diabo a quatro", um trabalho ilustre terá que fazer para Técnicas de Reprodução Musealística que tem como ilustre educadora a grande professora "Janada".

Subitamente surge o Rui que vem vestido com o seu blusão de motard, o capacete no braço e a mochila às costas. Fez já a memória descritiva ontem à noite apesar de ter trabalhado também na gráfica do tio e ainda ter tido tempo para criar um anúncio que terá que ser colocado na revista Page. Invejável aquela produtividade nórdica, a pandilha latina na sua inactividade pachorrenta contempla o espantoso "action man".

A 1º aula que vamos ter é com a professora "Janada", apesar de estarmos sentados na sala já à algum tempo, ela só apareceu meia hora depois de ter ingerido um delicioso cocktail de narcóticos alucinogénos e psicotrópticos, mas desconfio que também foram usados barbitúricos de qualidade enganosa. O Rui e o Paulo observam o que se passa na aula com estupefacção, naquela anarquia criativa parece-se muito com uma taberna de uma tuna académica em erupção. A magnifica socialização onde seres humanos conseguem transcender-se num diálogo sã e equilibrado é fundamental para um crescimento saudável. Apesar de não estar directamente relacionado com a matéria, é comovente ver a cumplicidade da tutora que na sua inactividade zela pelos interesses dos pupilos que dão asas à sua imaginação em magnificas cavaqueiras inconsequentes.

No fim da aula o Paulo eufórico comenta que o nível de "jananço" hoje teve bastante elevado, 45º graus na escala Júlio de Matos. O Rui num gargalhar progressivo afirma que um bom Xanax poderia ter feito a diferença, numa cumplicidade maquiavélica continuam a cascar na pobre vítima sem piedade.

O João começa então com as suas brincadeiras de "agent provocateur", conhecendo os meus saudáveis impulsos heterossexuais, tenta fingir uns afagos"homo" porque gosta de ver o meu ar embaraçado e incomodado, tudo com o objectivo educativo de eliminar alguns traços de eventual homofobia subterrânea.

Acha piada às minhas reacções: Afasta-lo, dizer para ele ficar quieto, fazer cara de mau, empurra-lo, fugir dele... A sua demanda benemérita tem como objectivo a cristalização de mecanismos cínicos onde através de uma aparente relaxamento e abertura conseguimos dissimular os nossos sentimentos, no fundo o que ele pretende é que eu mostre uma atitude de maior descontracção e gozo ao brincar com a situação. Infelizmente sendo eu um bom conhecedor de literatura psicanalítica e psiquiatra, temo por simulações de actos falhados e comportamentos deambulatórios demenciais.

Depois das lições de "descontracção" mostra-me as fotos que andou a tirar. Adora disparar com a Nikon dele e tirar fotos por tudo e por nada. Tem já uma colecção invejável que vai guardando em álbuns, confesso que invejo a atitude dele em termos de experimentalismo e também a verba monetária que ele pode despender para tal desvario.

No corredor encontramos o professor Barbosa, inesquecíveis aquelas aulas que tivemos com ele a respeito do sentido existencial do Design, nelas percebemos que Design não é Arte, não tem que ser como a Arte, não tem os mesmos objectivos que a Arte mas o bom Design é uma peça de Arte. Fantástico aquele ar espontâneo dele, parece que acabou mesmo de sair da rua onde esteve a dormir, aparecendo todo despenteado, barba por fazer, roupa por passar a ferro, aquilo não é para todos é mesmo só para alguns.

Vamos para a aula de outro Barbosa, este o professor Roberto Barbosa nosso distinto mestre na cadeira de fotografia. Trata-se de um senhor, o seu carisma mastigado com o seu poderoso trato fácil, tornam-no num grande comunicador que devido à sua afabilidade conquista o coração de todos. No fim só não pedimos um autografo por vergonha, inesquecível a forma carinhosa como trata dos alunos por João ou Maria.

Numa sala de fumo encontramos o Nestor e o Rui (bigode), estes discutem acaloradamente uma estratégia para o extermínio final da nauseabunda raça "panilas".
O João no seu voluntarismo abraça fortemente o Rui (bigode), provocando-o com alguns afectos pseudo-gays. Este reage violentamente já começa a ficar furioso dessas brincadeiras, saca do seu navalhão e avisa-o que para a próxima terá de entrar em acção. Já é heresia simular essas macacadas anti-naturais, ele que ganhe juízo na cabeça, um bom macho de família não faz dessas coisas.

Vamos então assistir à aula de Técnicas de Realização Vídeo do professor "Bean", este é chamado assim devido à sua semelhança física com a célebre personagem de humor britânico.
Sempre muito concorrida, chegam a faltar cadeiras para as pessoas sentarem-se, aparecendo inclusive alunos de outras turmas, a sala apertada torna-se um forno. Nesta aula vamos ver alguns anúncios de publicidade e de como a sugestão de imagens subliminares pode ser maquiavélica e subversiva.

Estou sentado ao pé do Paulo e da Mónica, o Rui (motard) como sempre está na fila da frente onde tem uma boa panorâmica. O Hugo, Sofia, João e Nuno estão na fila atrás em alegre cavaqueira. A Amélia está a curta distancia de nós, comenta com ar muito preocupado que tem que conseguir fazer o trabalho de projecto o mais depressa possível, nem sabe se vai dormir com as preocupações, aproveita para pedir a outras colegas para ver outros relatórios para analisar. Alguém comenta que viu a antiga professora de Design Gráfico do 2º ano, Amélia escandalizada afirma que tal criatura é uma depravada, jamais esquecerá o inundo conselho que esta lhe deu em que afirmava que os homens são escolhidos pela aparência e depois futuramente é que se vê melhor o que eles tem lá dentro na cabeça. Pior de tudo foi aquela descrição de sexo lascivo e como as mulheres devem abusar dos homens sem piedade para os manter na linha , simplesmente horripilante o que "essa" suposta professora não devia ter dito.

O Paulo atira uma risada sarcástica, afirmando que aquela miúda é muito sabida, detrás da sua máscara de inocência tonta esconde-se um cinismo calculista de grande alcance. O Francisco chega atrasado à aula, vai sentar-se ao lado da Mónica, pergunto-lhe porque não apareceu às outras aulas. Responde que acordou tarde por isso não conseguiu vir a tempo e depois teve a despachar trabalho do relatório de História do Design Gráfico. Diz-me que esteve a ouvir o CD que lhe emprestei do último álbum de John Spencer Blues Explosion e que gostou muito, estando já a investigar a restante discografia da banda.

Tanto eu como o Paulo desenhamos nos cadernos vários tipos de rabiscos. Reparo com atenção que ele escreve Devil love Janada onde aparecem vários corações desenhados em chamas. Pergunto-lhe quem é o Devil. Responde-me que talvez seja apenas o D'vil com uma enfática carreta assustadora onde tenta tapar os dentes de forma forçada, o que provoca uma risada mútua.

Pouco depois chega o Brajal e a "Sushi", vem atrasados, ele aparece de joelhos a implorar pelo amor da sua donzela. Desesperado diz que não irá levantar-se até que ela corresponda aos seus desejos que arremessados num quarto frio e escuro pela indiferença dela, estão prontos a ser impulsionados, qual jacto de "champagne" projectado em alto voo.

O João é solidário com o sofrimento do seu amigo Brajal, custa-lhe muito vê-lo a sofrer assim. Emotivo e dedicado vai fazer lobby junto da "Sushi", apelando aos bons sentimentos humanos e destacando as numerosas qualidades do confrade. Nada comove a inflexível senhorita que enfaticamente afirma que não há pão para malucos.

Pouco depois uma Auxiliar aparece à porta a chamar o professor"Bean", este furioso escuta algum sussurro dos alunos e danado dispara a seguinte declaração.

"Sim!!! Sou parecido com o Mister Bean!!! Escusam de estar sempre a dizer a mesma coisa pelas costas!!! Tão satisfeitos!!! Espero bem que sim!!! Fogo! Não sabem falar de outra coisa?"

Fixa-nos bem numa expressão intimidatória e acaba por sair fechando a porta, indo posteriormente atrás da Auxiliar.

A turma explode perante tal surpresa estonteante, todos comentam o insólito desenlace em plena maré de ruído e descontrole.

Eu, Nuno (Vieira), João, Hugo vamos acompanhar a Sofia ao barco que ela tem que apanhar no Terreiro do Paço para ir para o Seixal. Ainda é um trajecto longo mas não nos importamos com isso. A fazer palhaçadas e a conversar tudo desliza e não sentimos nenhum esforço que não compense o nosso convívio. João volta a atacar com os seus ataques pseudo-gays então eu aborrecido desafio-o a fazer o mesmo a um Body-builder que está encostado perto da porta de entrada do edifício de escritórios. Tem um ar possante, barba mal feita, respira testosterona por tudo o que é sitio. Equipado com um um bom par de triceps e biceps, exibe uma força aparente, altamente intimidatória. O casaco de cabedal preto, o cabelo com gel e as botas de cowboy dão um aspecto pitoresco.

O Hugo entra também no jogo e aposta que ele não tem coragem suficiente para arriscar dar uns carinhos fofinhos no desconhecido porque o que lhe aconteceria a seguir seria um processo de trocidamento sanguinário. Fazemos então um coro agoirento ( Eu, Hugo, Sofia e Nuno) onde mal dizemos o cobardolas e venenosamente o picamos sendo este, uma pobre vitima que está à nossa mercê. Surpreendente, ele aposta 4 contos como consegue dar um abraço carinhoso com muito amor naquele portentoso Minotauro.

O mais espantoso é que depois de ter sussurrado algo ao ouvido da besta, esta aceita sem resistência um sentido afago com aquela ternura que sabe tão bem. Se uma mosca entrasse nas nossas bocas escancaradas não teria sido uma surpresa. Ele avança em nossa direcção e pede a cada um de nós que pague o que lhe devemos. Todos contribuímos com mil escudos, que totaliza a verba em divida, caminha em direcção ao mastodonte e dá-lhe os três mil escudos previamente combinados. Para cúmulo, O paneleirão do Adamastor dos músculos ainda se mete connosco.

" Vocês são mesmo tótós!!! Por mais dinheiro eu até a minha mãe comia!!! Ahhhh!! AAAhhhh!!!"
O pé de gesso




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Sérgio Santos tenta convencer D'Vil a publicar um texto sobre o "Pé de gesso", personagem peculiar que ele conheceu no tempo em que estudava no IADE. D'Vil mostra-se indeciso e receia não estar à altura de tamanha tarefa que exigirá um grande esforço sobre-humano. Sérgio Santos refere que esta é a oportunidade que o amigo sempre esperou, o prémio Nobel pode estar já ao virar da esquina se ele criar uma grande e portentosa obra que respire alma. Um coro de amigos e conhecidos cria uma claque e todos os dias vão tocar serenatas de apoio por baixo da janela da casa dele. Convidam inclusive várias tunas do meio académico nacional que com juventude e irreverência improvisam poderosas canções de apelo que tocam no coração do sentimental marquês. Este chora inclusive algumas lágrimas de emoção, comovido com tamanha prova de apreço.

Determinado resolve avançar mesmo tendo pouco tempo livre. Passa horas no computador a escrever e a reescrever, sempre insatisfeito cria várias versões. Faz anotações, sublinha palavras que acha que pode substituir. Pesquisa a gramática e o dicionário de forma insistente, muitas vezes furioso destrói o que construiu anteriormente, insatisfeito exige cada vez mais de si próprio. Vai entrevistar antigos colegas que conheceu no IADE e pergunta-lhes qual a opinião deles a respeito do "pé de gesso", chega mesmo a contratar detectives particulares para descobrir o paradeiro de tal folclórico cromo.

Ao iniciar a entrevista previamente combinada, olha o personagem, não parece a mesma pessoa. Está magro, vestido com Armani, usa botões de punho dourados, perfume sóbrio de grande nível, teve aulas de dicção e inclusive está quase a terminar o doutoramento. Além de ser professor universitário, trabalha na direcção de várias empresas com renome no país.

D'Vil questiona-o sobre o período em que ele esteve inscrito como aluno na faculdade. Porque vestia sempre meias brancas? Porque usava perfumes pindéricos? Porque gostava de tomar a iniciativa de organizar jantares de turma? Porque tomava iniciativas de sedução agressiva para com as colegas femininas da turma? Porque tinha conversas sem nexo reveladores de um intelecto inferior? Porque usava aquela t-shirt foleira a dizer "Emagreça, pergunte-me como"? Porque se inscrevia na escola? Faltava a maior parte do tempo e depois no ano a seguir voltava a inscrever-se? Para ver se a turma tinha meninas inocentes disponíveis para serem devoradas pela vedeta internacional especialista no "pergunte-me como"?

Após ficar uns momentos trémulo, "o pé de gesso" transvestido levanta-se de forma aristocrata coloca os braços atrás das costas, fixa-se a olhar para o exterior com atenção através da janela.
Refere então que foi um período em que andou confuso em busca do seu destino e cometeu alguns erros. No olhar trocista de D'Vil está subentendido a análise de que as pessoas podem mudar mas a Terra ser quadrado e não rodar à volta do Sol só pode ser uma ilusão elaborada ao alcance de David Copperfield e companhia.

Furioso por ver a sua máscara cair, saca de uma pequena pistola que guardava no casaco, três tiros silvam por baixo de um atarantado D'Vil que num acrobático mortal por trás consegue escapar ileso. Corre com alento de salvar a vida mas esboça ainda um sorriso pois num soslaio repara que o seu oponente continua ainda a usar meias brancas, afinal há coisas que nunca mudam.

As ameaças do "pé de gesso" em que o avisa que irá persegui-lo para o resto da vida não o intimidam, está decidido neste fim-de-semana termina finalmente o seu texto demolidor.

Desde a publicação no blogue tem sido uma espiral ascendente imparável, choveram desde propostas para a publicação do texto em livro , convites para palestras, criticas literárias muito favoráveis, viagens a feiras literárias internacionais e fala-se até já de traduções para língua inglesa com algumas editoras a manifestarem interesse.

Eis o texto original que foi publicado no blogue breviário.

"Saliências elásticas eram escrutinadas no grande fingidor, a singular meia branca estava lá, quiçá o uso de lixívia Neoblanc tivesse sido com maior intensidade usada e mais branco veríamos.

O mau hálito era uma seara no crepúsculo que gesticulava fedor, disforme a fera era horrenda. Abstracta ignorância na articulação dessincronizada do exaspero fúnebre da decadência com caspa de palavras e pulgas de nojo.


Enlouqueço com o assédio imbecil do corcunda que se estica, oportunamente o belo espécime mira o caçador capado que revolta meio cérebro quando sonha que poderá agarrar as saltitantes raparigas.


Essas exasperam com a mórbida carcaça que as persegue, alterados estados de consciência definham em terror avançado, todas as desculpas são atiradas pois não existe tempero cósmico para tal amorfinamento. Quando livres comentam a ousadia do díptero , que mil bigornas ferrugentas caiam em cima daquele cão imaterial que desafia as directivas do bom senso e da boa figura.


O tédio circundante das definições aborígenes da criatura lançam as suas vísceras nauseabundas naquela T-shirt de estagnação epistemológica que na sua mensagem pueril induz uma sucção inebriante de estupidez atroz. "Emagreça, pergunte-me como." Oh! Fulminante demência esventrada! Onde andam as armas que abatem as bestas desfocadas?


Quantos cursos precisas para espantar tuas maleitas? Deambula-te nos canaviais, o teu torpor angustiante e impotente nunca levará a carta de alforria munida de rebuçados e centrifugaria. Treme aqui dentro, bem podes atirar-te às manadas, a tua salvação resulta num esborrachamento feliz e quentinho em estradas pisadas.

Atirem a primeira pedra que a última já caiu, peguemos na faca da triagem vomitada, um espasmo prescrito será garantido, aí o insonoro esguiço estilhaça a aragem."

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sexta-feira, outubro 10, 2008

Totem



Sempre achei que a ficção cientifica é um filão com imensas oportunidades para a literatura. Apesar dos temas serem a respeito do futuro acaba por acontecer muitas vezes uma reflexão sobre o presente quotidiano.

Em escritos anteriores meus, criei e desenvolvi uma série de temáticas relacionadas com uma sociedade futurista. O herói e personagem principal chamava-se Milphos, jovem com 25 anos que era um morador no bairro de Ulisséptia Sul. Não pretendo falar da personagem principal do universo que criei, neste caso irei apresentar antes algumas particularidades desse mundo.

Universo Milphiano

Estamos no séc. 34 d.C . a humanidade é governada por um Estado Federal Mundial com larga autonomia. Vive-se um período de prosperidade económica, cultural, social. A humanidade curiosamente alcançou um sonho antigo mas que está a levantar questões pertinentes e começa a surgir como ameaça. O ser humano conseguiu alcançar a imortalidade!! Sim é verdade pelo menos até certo ponto. Prova-se ser possível a mente humana ser computorizada e preservar a memória de factos anteriores, capacidade de raciocínio, sentimentos... De modo que quando um ser humano está próximo da morte pode optar pela eutanásia de transferência digital onde a sua consciência será transferida para um totem computorizado familiar que está ligado à rede imortal mundial. Actualmente existe um sistema universal progressista e subsidiado pelo estado a que todos os cidadãos tem acesso.

As primeiras experiências de computorização da mente humana a um nível mais profissional ocorreram no séc 28, foram rudimentares tentativas, ninguém verdadeiramente acreditava verdadeiramente que existia uma real transferência de consciência, apesar de progressos interessantes na criação de inteligência artificial os erros eram incalculáveis. Frequentemente era necessário operações de correcção onde eram instalados kits de inteligência artificial estandardizados para não existir uma degeneração total, onde surgiam problemas graves de articulação de linguagem, confusão de memória assim como um processo de descontrole emocional.

Temos que ter em conta que a separação do corpo físico humano era traumática, série de sensações que experimentamos são causadas por causas químicas difíceis de reproduzir num mundo virtual. Seria necessário um estudo mais sério do corpo e mente humana para existirem intentos mais sérios para alcançar novas soluções.

Das iniciais experiências cientificas, passou-se posteriormente a um sistema privado de luxo ao alcance de alguns privilegiados. Os erros iam sendo corrigidos, mas surgiam doenças degenerativas graves que resultavam muitas vezes em amputação lógica, infantilismo troglodita, alucinação caótica, robotização forçada.....

Inicialmente o sistema era híbrido era necessário aproveitar o cérebro humano na sua extensão que era preservado através de dispendiosos processos, estando posteriormente ligado a um sistema neurológico nano-digital. Vários processos físicos e químicos tinham que ser reproduzidos mas os especialistas eram unânimes aquilo não era uma transferência simplesmente era uma proto-inteligência artificial vagamente baseada na personalidade de um antigo ser humano que estava morto.

O processo foi avançando com o tempo, perdendo a sua componente híbrida aos poucos. Após séculos de pesquisa a honra de criar um sistema que verdadeiramente funcionasse foi dada à equipa chefiada pelo Dr. John Kai Chek Roll. Há quase cinquenta anos que todos julgavam estar próximos da solução definitiva, mas pequenos defeitos engrenavam o sucesso final.

Numerosos progressos também tinham sido alcançados com a construção de andróides quase perfeitos baseados em sistemas híbridos. Havia no entanto uma pressão politica para que se apostasse de forma mais séria na computorização, a construção massiva de andróides levantava questões a nível do excesso de população, conflitos humano-andróides, atribuição de cidadania e direitos políticos em igualdade. O perigo de futuramente a humanidade ser dominada por estes cyber-humanos de gerações históricas anteriores mas com um potencial de crescimento demográfico fabuloso era ameaçador.

O facto de gerações humanas históricas poderem ser armazenadas em sistemas de computação e onde seria possível recriar a sua vida física através de realidade virtual ultrapassando inclusive as limitações físicas terrestres abria um leque de potencialidades fabulosas.

Em 3315 a administração do 1º secretário mundial Ross Pierre Santtos conseguiu a aprovação do Sistema federal mundial de computação preservativa humana, baseado num sistema privado que já existia anteriormente e que era usado pela maioria da população chamado Metanima Corp.

Desde então todos os seres humanos podem pedir uma ordem de eutanásia digital para poderem ser transferidos para o totem computorizado familiar. Esse processo ocorre quando as pessoas estão próximas da morte física ou estão sujeitas a graves problemas de saúde que prejudicam a qualidade de vida.

De salientar que apesar de estas entidades meta-humanas terem suporte e direitos em termos de lei não possuem direito de voto e em termos de actividade politica, militar e judicial é-lhes negado o acesso excepto em alguns casos autorizados. Existe a preocupação para que gerações passadas humanas não se perpetuem no poder condicionando gerações mais jovens. Há outras condicionantes mais especificas para limitar a área de influência que falaremos mais tarde.


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Dentro do Totem após o processo de desmaterialização e transferência existe um teste fundamental para saber se o processo funcionou bem. São feitas várias perguntas com uma monitorização apertada e um scanning profundo a nível da actividade neurológica. Só após passar o teste de consolidação obrigatório, processo que actualmente demora uma mês existem garantias que tudo está bem encaminhado, pois no caso de uma má transferência podem surgir doenças degenerativas que poderão inclusive levar à loucura e em última instância a uma ordem de apagamento por consentimento ou não. Apesar do processo ser bastante seguro são relatados alguns casos em anos posteriores de contaminação e posterior alastramento de doenças cyber-neurológicas de contornos imprevisíveis.

Depois existe um admirável mundo em aberto, dentro desse universo é possível criar num universo de realidade virtual uma nova aparência do corpo, fabricar objectos, aumentar a capacidade de memória, recriar paisagens, redesenhar novos mundos com novas linguagens, voar no espaço, experimentar sensações de prazer incalculáveis, refeições exóticas, assumir a forma de outros animais, iniciar viagens no tempo e visitar períodos da historia passados desde o tempo dos Romanos à Idade Média.....

As possibilidades em aberto são gigantescas a ponto de existir um agenda de exploração cultural que todos os dias lança novas propostas baseadas nas propostas mais interessantes dos membros mais dinâmicos, existindo inclusive um ranking com as opções mais populares. A equipa editorial da agenda tenta coordenar toda a informação útil, havendo em média uma lista de 500 propostas por dia das mais loucas às mais moderadas, são criados ainda vários eventos sociais como concursos, jogos mentais olímpicos, campeonatos, desafios paranormais, duelos cómicos, atribuição de prémios Cyber-Nobel.

Existem ainda revistas e jornais-vídeo telepáticos que permitem que seja possível todos estarem informados sobre as novidades da comunidade computorizada mundial mas também do mundo real.

Cada Totem incorpora os membros de uma família sendo que cada um está numa área denominada quarto que é o seu espaço individual. Por exemplo o Totem da família do Milphos tem alojada 20 pessoas as mais antigas ainda do tempo da Metanima Corp. A unidade computorizada consegue alojar até 150 pessoas, ultrapassado esse limite será necessário colocar um acrescento para aumentar a capacidade. Além dos quartos individuais, existem outros espaços públicos como corredores, fórum familiar, quartos de casal ou grupo.

O sistema operativo vital que corre no Totem da família do Milphos é o Homos Sapiens Digit 15.0 e o computador é um Genes-Patricius gama 334 que apesar de tudo já está um bocado desactualizado em termos de capacidades, em 3392 já existem máquinas em hardware e software com mais poder e potencial. O sistema operativo mais avançado é o Homos Ciberium-Plus 1.0 e modelo de máquina mais poderoso o Leonardo-Einstein 2.

A possibilidade de os familiares do Milphos mudarem para um novo Totem de raiz é algo em aberto mas existem muitos receios de que a transferência para uma nova máquina possam acontecer erros e em ultima instância contaminação da mente, pois afinal a pretensa imortalidade está longe de ser perfeita. A família em todo o caso já fez duas transferências de raiz além de vários acrescentos para aumentar a capacidade e fiabilidade do sistema. Sabe-se no entanto que os ancestrais mais antigos que estão computorizados através de testes clínicos e de rotina em alguns casos mostram sinais de velhice e mazela, tendo acontecido depreciações em áreas especificas. Claro que tudo depende dos critérios de qualidade e a verdade é que eles estão cada vez mais exigentes. A comparação com as capacidades das mentes computorizadas mais recentes é sempre muito depreciativa e cria muitas invejas.

Surgem também uma série de regras de sociedade para que possa existir ordem e uma saudável harmonia entre todas as partes. A rede imortal mundial permite a interacção entre os vários Totens familiares e tem inclusive jurisdição para actuar nos próprios espaços individuais se tal for necessário. Em caso de ser cometida alguma ilegalidade pode surgir uma ordem de "Anestesia Temporária". Tribunais de direito cibernético ou legal podem ser criados para derimir determinados conflitos.

3.......

Milphos gosta muito de interagir com o bisavô numa série de actividades, para isso tem que conectar-se com uma ligação electro-neurológica onde mantém autonomia parcial mas consegue aceder ao quarto do bisavô e partilhar o imenso potencial do mundo virtual em que este está emergido. Adoram fazer imensas actividades desde: construir cidades, comandar exércitos, adoram especialmente fazer viagens ao passado e falar com grandes figuras da história, nesse caso modelos simulados que tentam reproduzir essas figuras com a informação existente.

Aliás o número de pessoas seduzidas pela realidade virtual de grau 9 é bastante elevado, havendo vários indivíduos que ficam dependentes e precisam posteriormente de tratamento.

Várias vezes existem convenções familiares e por vezes até convenções de família alargadas ou mesmo convenções regionais. O espaço reservado costuma ser o quarto de grupo ou fórum familiar. São combinadas actividades em conjunto como um Picnic gourmet de variante sensorial, visto no espaço virtual dos Totens não ser possível ingerir alimentos como na vida real é no entanto possível reconstituir o paladar dos alimentos a nível sensorial, ter inclusive a ilusão de digestão. São criados alimentos novos, assim como novas receitas que estimulam de forma intensa as sensações de prazer no cérebro dando uma imensa satisfação. Fazem as mais incríveis actividades desde passear pelos mais famosos jardins virtuais do mundo, assim como fazer visitas a galáxias distantes, lutar inclusive contra extraterrestres invasores em guerras de splash-ball e outras actividades inimagináveis.
As mentes computorizadas estão sempre em vantagem aos "reais" ligados, possuem uma linguagem própria com capacidade de criação e redefinição, frequentemente conseguem praticar milagres, ultrapassando todas as fronteiras de lógica, espaço-tempo, matéria, reconfiguração de software existencial, dilatação de egos, assim como na multiplicação de avatares seja em personalidades diferentes como inclusive em teses filosóficas diferentes ou pensamentos.

Existe uma arte mental designado por Meta-Filosofia cientifica neuro-cerebral de sabedoria criativa abreviada para Metafisica-criativa.

Existem vários graus que são estes por ordem crescente: Tutor, Mestre, Construtor, Engenheiro, Profeta, Deus, Sistémico, Galáctico, Universal, Infinitesimal.

Dificilmente um "real" ligado poderá aspirar a ser mais do que um Mestre e mesmo assim se tiver um historial com muitas horas ligado a realidade virtual e for um ser excepcional.

Uma mente computorizada alcança facilmente o nível de Construtor, uns mais rapidamente que outros. Saltar para Engenheiro começa a ser muito mais duro e é necessário muito esforço e treino, na maioria das vezes demora bastante tempo. A partir daí entramos noutra realidade apenas uma minoria muito reduzida tem capacidades para sonhar sequer estar à altura de competir.

terça-feira, outubro 07, 2008

Série 5 letras para músicas

(banda: Macacos sem dentes)



1º Saber conseguir



Sssseee...iiii.... que vou querer!!!

SSSeeeiiii..... que vou conseguirrrr.... ...Tamtan....tannn...tannn..tan...

Mesmo sem tiiiii... Sei que hei-de ir
Os muros prendem a alma ...Tamtan....tannn...tannn..tan...

O céu prende o sentido!!!

A vida não é minha............minha....minhaaaa.....

Não
sei desistir..... Tannnn...tinn...tinnn.....tannhannnn.... yehhh!!! yahahhahahah!!!!

Não quero desistirrrr..... rrrr.... A policia vem aíííí.... as tropas de choqqque tambémmmm!!!...

Ahahaahhah!!!Ahahahahahahah!!!ahhhhhhhhhhhhhhhhhhh!..............

A minha cabeça vão rachar!!! Rachar!!!.... Eu irei estourarrrrrr!!!!!.....

Arggagagahahhahahahahahaa!!!!!............................

Tram! tam! tam! tammm!! tam!bram!! bamm.! tamm!!
Tamm!!! tara...tátaá!!! Baram!!! Bammm!!! TAAAHMMAMAAMAM!!! Tam!! Tah! Tam! Tahhhh!!!

Toca a lutar!!!! Podemos ganhar!!!! Toca a lutar!!!! Podemos ganhar!!!! Toca a lutar!!!! Podemos ganhar!!!!!

V.....vvvvvvv.......aaaaaaaa.....mmmmm....oooooo......ssssss....... Conseguir!!!!!!

Eu!!
Tu!!
Nós!!!!

Tram!!!Tammm!!! Tara!!!Taram!!!Tara!!!! Tá!!!Tah!!!!Dram....Dah!!!Dam!!!Dammm!!!! Dahhhhh!!! Dram!!!Dah!! dram!!! Dá! Dá!!!!

(ouve-se uma explosão atómica e imensos pratos e copos a partirem-se)

BRGGGGGG!!!!!..... tsshhshshs!!!.....tagaahahha!!!!ttt!!!! ahahahaah!!!! ahah!!!Ohh!!Ohhhh!!!


(Movimentos das massas, vidros a partirem-se, grande agitação...)

Eu!!
Tu!!
Nós!!!!

Arggagagahahhahahahahahaa!!!!!............................

A minha cabeça vão rachar!!! Rachar!!!.... Eu irei estourarrrrrr!!!!!.....


Os muros prendem a alma ...Tamtan....tannn...tannn..tan...

O céu prende o sentido!!!


Arggagagahahhahahahahahaa!!!!!............................

Tram! tam! tam! tammm!! tam!bram!! bamm.! tamm!!
Tamm!!! tara...tátaá!!! Baram!!! Bammm!!! TAAAHMMAMAAMAM!!! Tam!! Tah! Tam! Tahhhh!!!



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